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O Cupro é uma fibra artificial muito curiosa. A sua origem começa por ser vegetal e, portanto, natural. Durante o seu método de produção, passa depois por um pesado tratamento químico, como se de uma fibra sintética se tratasse. No final, assemelha-se à Seda, uma fibra natural, mas de origem animal.

Esta é uma fibra que concentra em si as três categorias de fibras utilizadas na indústria têxtil e das malhas circulares:

  • natural; 
  • origem vegetal e animal;
  • sintética;
  • artificial.

As fibras sintéticas e as artificiais foram criadas para se assemelharem ao toque e à beleza das fibras naturais, nomeadamente aquelas que eram sinónimo de luxo e riqueza.

O Cupro é um exemplo disso mesmo: assemelha-se à seda, mas produzida a partir de fios de algodão demasiado pequenos para serem utilizados. Por isso, são desperdiçados. 

A malha circular tricotada a partir da fibra Cupro ganhou uma nova visibilidade, recentemente.

Esta é uma opção que é tida enquanto alternativa, nomeadamente às  aquelas que são as opções sintéticas disponíveis. Contudo, a verdade é que a sua criação conta já com mais de 100 anos.

Também conhecido por fibra “bemberg”, “seda de amónia” ou “rayon de cupramónio”, o Cupro foi inventado pelo químico Max Fremery e o engenheiro Johann Urban e patenteado em 1897 pela empresa alemã J.P. Bemberg, de onde um dos seus nomes deriva.

Foi assim o início da seda artificial, na Alemanha. O seu método de produção permite a utilização de uma matéria-prima que, de outra maneira, seria desperdiçada. Ao mesmo tempo, o processo implica a sua dissolução em óxido de cobre e amónia, duas substâncias químicas que têm levantado algumas questões.

O que é o Cupro?

O Cupro é uma fibra artificial utilizada para a criação de malhas circulares, produzida a partir dos fios de algodão não processados e normalmente desperdiçados. 

Por vezes, pode até ser considerada uma fibra de algodão reciclado. Contudo, dado o processo químico pelo qual atravessa, nunca poderá ser considerada uma fibra natural.

Embora o Cupro e o algodão encontrem a sua origem na mesma planta e ainda que ambas apresentem algumas características em comum, a verdade é que a malha circular Cupro acaba por ser bastante distinta daquela tricotada em algodão.

Uma das suas características partilhadas é o seu poder de absorção e regulação térmica. Já a maior diferença está mesmo no toque. Ao contrário do contacto mais suave do algodão, a malha circular Cupro apresenta um toque mais sedoso, muito idêntico ao da Seda.

A utilização de matéria-prima que de outra maneira seria desperdiçado transforma o Cupro numa alternativa real ao algodão, cuja produção é bastante intensiva em termos de recursos, nomeadamente hídricos. Contudo, os químicos aplicados durante o seu tratamento, a par dos elevados níveis de energia necessários à produção de Cupro têm levado alguns produtores a questionarem o futuro desta fibra artificial. 

 

Composição do Cupro

O processo de composição do Cupro tem início com a celulose obtida a partir dos pequenos fios de algodão recolhidos nos campos onde é plantado. 

A celulose é primeiro tratada numa solução de amónia e cobre. Depois é mergulhada em soda cáustica e, em seguida, é filtrada de modo a remover as substâncias químicas potencialmente danosas para a pele.

A solução obtida é então forçada a atravessar por Fieiras, de modo a sair na forma de fibra, novamente exposta a banhos químicos. Estes podem ser utilizados várias vezes, mas não para sempre. Mais cedo ou mais tarde, são substituídos e o modo como são armazenados e posteriormente tratados pode ser potencialmente perigoso, levando mesmo alguns países a proibirem a sua produção.

 

Onde comprar a malha circular Cupro?

O Cupro é produzido exclusivamente na China. Os fios de algodão necessários para a sua criação podem ser adquiridos a um custo relativamente baixo e isso sente-se do lado do consumidor, principalmente numa altura em que estes se afastam cada vez mais das fibras artificiais.

Na ITJV, está disponível apenas através de solicitação de catálogo e validação de amostras. 

 


Este artigo foi produzido e publicado em 2021

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